VIAGEM | 4 DIAS EM PARIS

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Mais um ano se passou e este aniversário não poderia ter sido tão diferente dos outros. Casei os anos e fiz imensas coisas giras, a começar por pôr um “check” em mais um objetivo que tinha para 2017.

Para qualquer pessoa, a cidade de Paris tem encanto, charme ou o tal je ne sais quoi… Há músicas, livros, história, postais… Enfim, é emblemático. Não acho que para os europeus tenha assim tanta magia, num piscar de olhos estão lá e se for tudo mesmo bem planeado, até dá para ir numa viagem low cost só para dizer que esteve lá, que foi mais ou menos o que eu fiz.

Para nós brasileiros, ou qualquer outro país não Europeu (principalmente os que estão ainda em desenvolvimento e se vê muita pobreza e miséria), Paris é um sonho e às vezes não passa de um sonho, uma utopia até.

Se há 12 ou 13 anos atrás me dissessem “Thaisa, agora vais para a Europa e um dia vais visitar a Torre Eiffel” provavelmente eu iria perguntar o que é que a pessoa estava a consumir: ‘tá de brincadeira comigo né? -diria.

Mas aconteceu, eu num rompante de tédio disse que não estava nem aí para as poupanças, só se vive uma vez #yolo, eu quero é viajar e ver o mundo e lá me pus a pesquisar vôos. Um mês depois, lá fui eu na minha aventura idílica.

Esta viagem foi das mais fáceis que já fiz, fiquei em casa de uma amiga que lá está a trabalhar e tive a maravilhosa companhia dela na minha aventura. Apanhei o vôo noturno da Vueling para  aeroporto de Orly e voltei numa segunda feira à tarde (fiquei para lá de satisfeita com esta companhia, foi o meu primeiro vôo com eles e vou voltar a voar no futuro, recomendo).

Tive direito a perder quase um dia inteiro para ver a Torre Eiffel, que depois me arrependi, tantas outras coisas que poderia ter feito mais… Mas gente que não nasceu rica, e viveu com pouco do outro lado do atlântico, não poderia ter ido à Paris sem ter ido ver a torre, já consigo imaginar o que a minha família diria “pô Tata, cê tá de zueira! Duvido que tu lá foi mesmu. Foi lá fazer o que então?”. Desculpem, eu tinha mesmo de ir.

Mas consegui compensar com compras em Châtelet, goles generosos de Van Gogh, Monet, Kandinsky e tantos outros (Museu d’Orsay e l’Orangerie)… Para não falar no picnic à beira do Sena, no jantar e copos em Quartier Latin e o maravilhoso Brunch Electronik no Parc Floral em Bois de Vincennes… e não posso esquecer de mencionar o almoço familiar (adoro emprestar a família dos meus amigos) num belo jardim, com direito à uma bela sesta debaixo da cerejeira. Sunset com cerveja na basílica Sacre-Coeur, onde o indiano que as vendia comentou que já tinha vivido no Rossio, alertou-nos para os carteiristas e disse “obrigado”.

Comi macaroons, crepes e, obviamente, baguette. Sim, é verdade, é natural ver os parisienses com a sua bela baguette.

Às 00h doa dia 27 de Maio estava nas escadas de uma estação qualquer, a comemorar os meus 27 anos, o que deu um toque ainda mais especial por ser tão inusitado. E, finalmente, um aniversário onde não tinha trabalhos ou exames da faculdade!

Fiquei estarrecida com o carinho e atenção das pessoas. Paris, te dá vontade de sorrir à toda hora, à toda gente. E tudo te sorri de volta. O sol exagerou na dose, mas deu-me rio, árvores e jardins, eu perdoo.

O calor estava abrasador, a rondar os 32°C o que me impossibilitou de andar tanto quanto gostaria e acabei por não seguir o “roteiro” que tinha planeado. Ver mais do que um museu por dia, ainda por cima tão grandes como são, não compensa, não dá para absorver tudo de uma só vez. Paris dá para “ver” em poucos dias mas vivê-la já não.

Acho que precisava de ficar em Paris pelo menos um mês para poder ver e fazer tudo o que queria, e apreciar tudo com calma.
Por exemplo, o museu D’orsey é enorme, quando cheguei à parte final – que era aquela que mais me interessava – já estava tão cansada, e já tinha visto tanta coisa, que já não consegui apreciar nem absorver nada. Havia quadros que eu queria ficar lá sentada a namorar o dia inteiro…

Pela primeira vez, em muitos anos, não fiz o meu sagrado ritual – bolo e champanhe às 00h – nem fiz nada que se compare, foi das melhores prendas que poderia ter-me dado. Vou guardar na memória, e nas poucas fotos que tirei, esta experiência tão boa e tão feliz.

Não quis levar a máquina (DSLR) porque sou daquelas pessoas que quando estão a viver o momento se esquece destas trivialidades, era a minha primeira vez em Paris e não quis perder tempo a tentar acertar ângulos e luzes, mas numa próxima levarei de certeza.
Por outro lado, levei a minha Instaxmini e capturei momentos que só eu e a minha confidente irão compreender. Deixo aqui algumas fotos que fui partilhando pelo meu Instagram.

Perdi um bocadinho a cabeça nas compras, mas sabem que eu tenho este fraco, tinha de acrescentar o “fazer compras em Paris” à lista.

Próximo destino? Visitar os papás no mesmo lugar de sempre, a terra dos chocolates e canivetes.

1 Comment

  1. August 28, 2017 / 3:32 pm

    Ainda não conheço a cidade, como é possível?

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