OFF TOPIC | BUSINESS BREAKFAST – WOMEN IN BUSINESS

Antes de mais, feliz dia da igualdade! #weshouldallbefeminists

Devido ao meu trabalho, recebo muitas newsletters de parceiros. Uma delas chamou-me a atenção, da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP), alertava para um evento que parecia ser interessante. Não espero que conheçam a instituição, não faz parte da temática aqui do blogue, mas achei importante partilhar a experiência que tive hoje.

Aceitei o convite, após ter lido o e-mail na diagonal, comentei com a minha chefe e lá nos inscrevemos no Business Breakfast – Women in Business. Foquei-me apenas no debate e nos temas: “o empowerment feminino nas suas várias vertentes, os principais desafios que as Mulheres enfrentam na vida profissional e de que forma as organizações podem – ou devem? – acelerar a sua progressão…”. Esqueci-me foi da parte dinâmica/interativa.

Estava a contar com uma participação passiva, chegava, dizia olá a chefe, ela apresentava-me à algumas pessoas, tomávamos o pequeno-almoço e eu iria ficar apenas a ouvir o debate… Bem, a chefe não pode ir, as pessoas eram muitas mais do aquilo que eu tinha imaginado e não conhecia ninguém. Ao menos o catering estava ótimo!

Fiquei mesmo bastante intimidada. Eu falo pelos cotovelos, mas preciso estar à vontade, não tenho coragem de ir abordar as pessoas sem as conhecer… fui ver que pessoas estavam na minha mesa e nas mesas restantes e fiquei ainda mais “assustada”, desde empresários em nome individual, micros a macros empresas – curiosamente conhecia ou já tinha ouvido falar de quase todas, enfim, uma audiência de profissionais de peso. Onde é que me fui meter…

Bem, saltando as apresentações – que foi deveras importante, a Teresa Fragoso, Presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, apresentou-nos algumas medidas que estão a tentar passar na concertação social – cada um na sua mesa e com o seu tema, hora de discutir.

Na minha mesa, moderada pela Tanya Kopp, CEO da Makro Portugal, o nosso tema era o empowerment no Middle Management, tínhamos de apresentar três medidas que pudessem ajudar as mulheres a atingirem estes cargos e como elas poderiam ser respeitadas e tratadas como iguais. Até aqui tudo bem, dei a minha opinião enquanto uma junior marketeer no início da sua carreira.

Ideias discutidas, medidas escritas e Tanya resolve nos surpreender, é que a Tanya não é de cá, inglês é a sua língua nativa, diz-nos “Como não sou de cá, e estamos aqui para dar empowerment, sugiro então que alguém do grupo fale, quer pela língua quer para dar o exemplo” – supostamente seriam os moderadores a apresentar – como é óbvio, e acontece sempre que se pedem voluntários, eu fico de cabeça baixa ou a olhar para o lado, como se a coisa não fosse comigo.

A senhora que está ao meu lado, poisa a mão no meu braço –  e eu imediatamente percebo o que vem aí – e diz: “voto que vá a mais nova” e todos concordam. Democracia.

Pânico. Como assim vou falar de um tema tão importante, para esta gente toda, tão importante? Eu só queria ficar aqui quietinha a ouvir… Cerca de 90 segundos antes do microfone chegar à minha mesa penso no que e como vou dizer.

Fiz uma pequena introdução, agradeci a oportunidade, apresentei as nossas medidas e pronto. Não consigo descrever a adrenalina que foi ter de “discursar” para aquele público, sem nada preparado. Mas adorei a experiência e faria tudo outra vez. Foi inspirador e energizante. Elogiaram o meu discurso e postura, falei da minha empresa e fiz alguns contactos.

Fico feliz que não sejam apenas as grandes empresas e multinacionais que se preocupam com a igualdade nas suas empresas, foi bom ver que há boas pessoas a fazerem coisas boas, que esta luta não é apenas só conversa de cafés e que temos, cada um de nós, um papel fundamental nesta mudança de paradigma. Não podemos ficar de braços cruzados, é preciso educar mentalidades, se queremos mudança, temos de fazer a nossa parte, e podem ser coisas mesmo muito simples, a começar dentro das nossas casas, mostrando aos mais novos, e mais velhos, que, independentemente do género, podemos ser, e pensar, como quisermos. O importante é o respeito que temos uns pelos outros.

Bem, depois deste dia, decidi que quero apenas ser porta-voz, oradora, dá para ganhar a vida assim? (JK)

Espero que o vosso dia tenha sido tão especial quanto o meu.

 

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